O Projeto de Ensino de Graduação "Educação e Interpretação Ambiental na Serra da Bodoquena" (Peg Bodoquena) busca levar estudantes de licenciatura em Ciências Biológicas e de outros cursos da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais (FCBA) da UFGD numa jornada de aprendizado sobre o potencial da Serra da Bodoquena para atividades de educação e de interpretação ambiental.
Nessa jornada, os estudantes se envolvem desde o princípio num processo de gestão democrática do projeto, em que devem se envolver com o planejamento da visita técnica que é feita à Serra da Bodoquena. Nesse planejamento, os estudantes decidem sobre questões orçamentárias, de cronograma, de agenda, de transporte, de alojamento, de alimentação e de organização.
O ápice da experiência no projeto é a viagem à região da Serra da Bodoquena e as visitas ao Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Com a colaboração e suporte do Instituto Chico Mendes de Conservação à Biodiversidade (ICMBio), os estudantes aprendem sobre o trabalho de gestão de áreas protegidas, principalmente no que diz respeito ao uso sustentável delas para o ecoturismo, a educação ambiental e a interpretação ambiental.
A equipe constituída anualmente para o projeto tem preferência por estudantes de licenciatura em Ciências Biológicas da FCBA/UFGD, pela proximidade de seus estudos com a relação interdisciplinar que há entre a educação e a conservação da natureza. Porém, quando possível, também atende estudantes dos cursos de bacharelado em Ciências Biológicas, em Gestão Ambiental e em Biotecnlogia.
O projeto sempre conta com um coordenador geral, um estudante bolsista, estudantes monitores voluntários, estudantes selecionados, estudantes egressos e professores orientadores. A equipe é segmentada em grupos formados por um monitor, um egresso e entre 4 e 5 estudantes selecionados que trabalharão juntos durante a viagem. As equipes têm a função de compreender o potencial educacional e interpretativo da Serra da Bodoquena em situações de ecoturismo. Durante o trabalho, o monitor tem a função de disciplinar a equipe, enquanto o estudante egresso carrega a função de liderar academicamente, na coleta de dados, análises e produção de relatórios. Nesse contexto, os professores orientadores a todas as equipes dentro de suas competências e especialidades.
Equipe 2018
Equipe 2019
O Parque Nacional da Serra da Bodoquena (PNSB) está localizado no Mato Grosso do Sul e compreende os municípios de Bonito, Bodoquena e Jardim. Neste contexto, o PNSB destaca-se por ser um importante "encrave" de Mata Atlântica em meio ao Bioma Cerrado. Além disso, consolida-se por possuir atrativos com paisagens deslumbrantes com canais fluviais com águas cor de esmeralda/azuladas, cachoeiras, matas ciliares preservadas, cânions, sumidouros e ressurgências. Seus principais atrativos são as trilhas Sumidouro-Ressurgência do Rio Perdido e Cânios do Rio Salobra. O Peg Bodoquena busca realizar visitas em ambos lugares.
O PNSB está cadastrado no Sistema de Agendamento de Visitas e Venda de Ingressos (Sisva) a partir do link SISVA - PNSB e pode ser melhor conhecido pelo site do Ministério do Meio Ambiente (MMA) a partir do link ICMBIO - PNSB. Suas atividades são publicadas em página de Facebook do PNSB e perfil de Instagram do PNSB.
Fonte: https://www.brasil-turismo.com/mato-grosso-sul/serra-bodoquena.htm
A trilha do Rio Perdido se localiza no município de Bonito/MS, no fragmento sul do Parque Nacional Serra da Bodoquena - PNSBd. Para se chegar ao local a partir da cidade de Bonito percorre-se aproximadamente 50 km em estrada de cascalho. A trilha se inicia no momento em que o Rio Perdido some por entre a formação rochosa subterrânea, percorre um camigo por cima do rio subterrâneo e encontra sua ressurgência depois de 1250 metros de caminhada. Contudo, sua extensão completa é de 3500 metros, pois, após a ressurgência do rio, há trilha de acesso a 7 deques que dão acesso a banho no rio, quando as águas estão calmas o suficiente para esse tipo de atividade.
A trilha do Salobra tem como principal característica a sua paisagem magnífica, com a beleza dos paredões rochosos e as águas límpidas e azuis do rio Salobra. Além disso, possui uma vegetação de floresta e mata ciliar preservada, áreas para banho, pequenas cachoeiras e uma geologia única. O percurso total da trilha é de aproximadamente 5.000 metros (ida e volta) passando pelas margens e pelo leito do rio Salobra, desse modo o visitante deve estar ciente que realizará uma caminhada nas margens e também dentro do leito do rio (aquatrekking). Ademais, a Trilha Cânion do Rio Salobra localiza-se no Fragmento Norte do Parque Nacional da Serra da Bodoquena e tem uma distância média: 30 km da cidade de Bodoquena e 80 km da cidade de Bonito. Os acessos à trilha do Salobra ocorrem pela Colônia Canaã (Ecosserrana Park) e também pelas fazendas Remanso e Santa Laura Vicunha. @canionsdosalobra é um perfil de instagram dedicado ao lugar onde ocorre essa trilha.
Sumidouro do Rio Perdido. Fonte: https://sisva.sisicmbio.icmbio.gov.br/publico/atrativo/3
Cânion do Rio Salobra. Fonte: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao/unidades-de-biomas/cerrado/lista-de-ucs/parna-da-serra-da-bodoquena
O trabalho que realizamos é de compreensão do potencial interpretativo da Serra da Bodoquena a partir das trilhas que visitamos. As expedições às trilhas servem para a realização de um trabalho sistemático de análise do ambiente e das experiências possibilitadas pelas trilhas. Durante a experiência, as equipes de estudantes são orientadas a registrar a experiência sobre objetos que compõem essas trilhas e que pode ser usada para caracterizar seus potenciais educacionais e interpretativos.
Os registros são feitos com cadernos de campo, câmeras fotográficas, filmadoras, gravadores de som e aplicavos de registro e identificação de pontos, percursos e objetos da natureza. Após as expedições, as equipes se reunem para organizar e analisar os dados a fim de gerar relatórios a partir de um modelo fornecido pelo coordenador.
Dentre os registros mais importantes, estão aqueles referentes aos pontos e percursos que compõem as trilhas, que geram arquivos KML passíveis de serem lidos por aplicativos como é o Google Earth.